
Pedro Abib estreia na ficção com GENI, romance corajoso e politicamente engajado
Depois de se destacar como músico, cineasta, professor universitário e pesquisador das culturas populares, Pedro Abib lança GENI, seu romance de estreia, em que a literatura se torna palco de denúncia, resistência e reinvenção poética.
Com lançamento marcado para o próximo dia 25 de maio (domingo), às 17h, no Bar Velho Espanha, em Salvador — emblemático reduto de artistas, intelectuais e boêmios, situado em frente à Biblioteca Central, nos Barris —, GENI convida o leitor a mergulhar em uma narrativa potente, visceral e urgente.
Inspirado livremente na icônica canção Geni e o Zepelim, de Chico Buarque, o romance que traz o selo da Portuário Atelier Editorial e já teve o seu lançamento em São Paulo, aborda temas sensíveis como a violência de gênero, o preconceito contra identidades dissidentes e a brutalidade imposta por uma moral conservadora cada vez mais presente nas sociedades contemporâneas.
Trata-se de uma obra de intensa carga política, que questiona os alicerces da hipocrisia social e escancara as consequências do ódio e da intolerância.
Originalmente concebido como um roteiro de longa-metragem, GENI foi escrito em 2020 e inscrito em um concurso nacional de roteiros no ano seguinte. No entanto, após o anúncio de um filme da diretora Anna Muylaert com notáveis semelhanças, Pedro Abib decidiu transformar sua criação em um romance, expandindo os horizontes narrativos e literários da história.
Além de discutir questões de identidade e marginalização, a narrativa de GENI se entrelaça com a luta pela preservação da Amazônia, evidenciando o embate entre os povos da floresta — guardiões históricos do bioma — e o avanço devastador do agronegócio. Essa fusão entre a dimensão subjetiva e a luta coletiva dá à obra um caráter singular, em que estética e política caminham lado a lado.
O livro também pode adquirido pelo site www.portuarioateliereditorial.com.br e em breve em e-book nas plataformas digitais
*Sobre o autor*
Pedro Abib é natural de Mogi das Cruzes (SP), mas vive em Salvador desde os anos 1990, residindo no histórico bairro de Itapuã. Professor da Universidade Federal


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