Descrição
Convidado a escrever o prefácio do livro Frutos Amargos e Fragmentos de um Pequeno Poemário (2021), obra anterior de Roque de Boboso, me senti na obrigação de fazer uma apresentação do autor – que, por acaso, é meu pai – e tecer alguns comentários sobre sua abordagem para a leitra que propôs fazer sobre fatos e personagens da cena política brasileira dos últimos tempos… uma atividade um tanto difícil, devido às paixões e/ou desinformação que vem afetando a sociedade no atual momento da história de nosso país… No caso dele (como tinha que ser e falo sobre isso em seu primeiro livro), a situação fica mais difícil ainda, porque foge à dicotomia Extrema Direita x Lula, mas não coloca Ciro Gomes como possibilidade – uma escolha muito comum para quem sai dos extremos apresentados.
Roque de Boboso, mobilizado por um sentimento que preza pela renovação da cena política do Brasil, aciona um chamado à juventude, parcela da população em que deposita suas expectativas para protagonizar esse processo revolucionário. Em vários momentos, ele – que se encontra com 79 anos, prestes a completar 80 – afirma que a revolução apenas se dará pela conscientização das novas gerações, por via de um processo de informação sobre a conjuntura política do país e do conhecimento de cada esfera do poder (Legislativo, Executivo e Judiciário).
De Boboso postula que, dessa forma, a juventude terá competência para entender o valor do voto e ativá-lo como arma para combater a corrupção, retirando da cena esses, aos quais denomina como “Cupins da Democracia”. O autor também acredita que uma população informada e consciente, ao falhar
no uso da “arma-voto”, tem como entender a “arma-manifesto” e tomar as ruas para tensionar e pressionar o Estado a atender aos anseios da população, forçando uma mudança do que se tem hoje
e de fato: as três casas do sistema político nacional, atuando em causa própria.
(…)
Vércio Gonçalves Conceição
14 de fevereiro de 2023.






Avaliações
Não há avaliações ainda.