Descrição
Filho de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, o escritor Roque Bispo Conceição, mais conhecido
como Roque de Boboso, carrega em suas narrativas, memórias de um Brasil político de duas
décadas atrás, com o ternura e cuidados da idade e o respeito às tradições ancestrais que
marcam sua história de vida, na Ladeira do Manuel Vitório, freqüentando terreiros como a
Roça do Ventura e presente em festas tradicionais que marcam a cultura histórica
cachoeirana.
O prefacio de Camilo César Alvarenga, revela que a obra nos oferece o gosto crônico e os
sabores poéticos da degustação de um prisma interpretativo destes e outros tantos
acontecimentos e eventos históricos ou cotidianos, da trivialidade à complexidade de fatos e
sistemas políticos em observação crítica, numa república ruída por ratos na qual se sabe que a
política terá que oferecer um novo panorama, já que nas próximas eleições será muito difícil
eleger para presidente petistas, psdbistas ou pmdbistas em face da ameaça fascista de, até
mesmo, boicotar a eleição.
Vozes como as da professora Josenildes da Conceição de Freitas da Ufba e do professor cantor
e compositor, Vércio Gonçalves Conceição, descrevem o poemário como um registro de
memória da história política das últimas duas décadas, reflexos sobre a solidão e sobre o fazer
literário. Insurgindo-se contra o fascismo e o racismo escancarados em nosso cotidiano, a
escrita de Roque de Bobosa, reaviva não apenas nossa memória política, mas ainda
testemunha a memória da diáspora africana no Brasil, na América Latina, e presente na
própria ambiência onde foi criado, em terreiros como a Roça do Ventura, e festas como a da
Boa Morte e a d’Ajuda.






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