Quinto Episódio do podcast Quilombo da Palavra já está no ar
Nesse Episódio, compartilhamos a vivência que tivemos na Casa de África, em Havana, Cuba, durante o primeiro Quilombo Amefricano de Literaturas.
Sinécio Verdecia Diaz, poeta cubano sócio fundador da Casa Amefricana de Poesia e Diretor da Casa de la Poesia de Havana nos acompanhou durante todo caminho pelas ruas deHavana Vieja até o sobreado imponente do Museu onde ja se encontravam o Sr Alberto Granado e Miguel Abreu para nos receber.
Nosso primeiro compromisso foi com o Sr. Alberto Gradano, Diretor da Casa de Africa, com quem a Portuário Atelier Editorial estabeleceu parcerias institucionais. Fez a difusão de algumas obras, dentre as quais, o livro Vozes Sagradas do Recôncavo: leitura registro e salvaguarda do Patrimonio Cultural, que revela dez terreiros, oito de Cachoeira e dois de São Felix, reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia como Patrimonio Cultural do Estado.
O livro foi editado com apoio financeiro la Lei Emergencial Aldir Blanc Bahia e pode ser adquirido na Livraria Amefricana, no site da Portuário Atelier Editorial no link: https://portuarioateliereditorial.com.br/produto/vozes-sagradas-do-reconcavo/
Como vocês sabem, em 2024, durante junho e julho, a Portuário Atelier Editorial realizou três edições do Quilombo Amefricano de Literaturas, sendo o primeiro, realizado em Havana, Cuba, o segundo, em Cartagena de Indias, Colombia e o terceiro, em Cachoeira, Recôncavo da Bahia, Brasil, onde estamos sedianos .
O projeto contou com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, Fundação Cultural do Estado da Bahia, Coordenação de Literatura, através da Lei Paulo Gustavo Bahia.
Fomos apresentados por Alberto ao Administrador e pesquisador da Casa o Senhor Miguel Abreu Crespo, que de forma magnifíca nos apresntou todo desenvolvimento de Africa antes do processo exploratório colonial em que como consequência mais inflamada foi o sequestro de milhões deafricanos para as américas.
A partir do recorrido lendo os objetos e peças da Casa o sr Miguel com a negreza necessária para nos explicar sobre nossa própria história, não a partir da escravidão, mas do Imperio da Nigéria e do Congo.
Conhecedor da história da sua família desde seu bisavô, africano escravizado, Seu Miguel nos traduz a presença de África em Cuba e nas América de forma muito atenta. Vai nos revelando sobre Ifá, la Regla de Ocha, e a formação da religiosidade de matriz africana em Cuba, fazendo linkes possíveis de serem compreendidos dado as semelhanças dos fenômenos linguistivos. Ele foi exemplificando, e nós, filhos de santo, íamos identificando as palavras…
Foi realmente arrepiante, só em lembrar já me faz arrepiar a saudade e o carinho compartilhado com aquele mais velho.. como se estivesse escutando meu avô…
Um sacerdote dotado de saberes foi como ficou registrado a presença de Sr Miguel. O quinto episódio entrelaça a voz dele com o canto de Radi Oliveira e o quadro Poesia Ouvida, com a participação de Fernanda Nascimento, da Ladeira da Misericórdia, gestora do Gente Miuda, de São Felix. A poeta abre caminhos para Iure Soares, jovem poeta de São Felix.
Fernana e Iure participaram das Oficinas de Leituras e EscritasPoesia Ouvida, da Portuário Atelier Editorial.
Desde o Primeiro Episódio temos compartilhado paravocê aquilo que as três primeiras edições do Quilombo Amefricano de Literaturas nos proporcionou enquanto força e sonho para fundar a Casa Amefricana da Poesia, que tem o como um de seus objetivos promover o aceso de outrosescritores e escritoras à Améfrica Literária a partir dos enlaces que resultam desse investimento que fizemos: onze escritores, escritoras do Recôncavo ressignificando a Slave Routs, por isso não é só um intercambio cultural, mas uma maneira de se reconhecer na diáspora (e porque somos o berço da humanidade como nos diz Miguel Abreu Crespo, nos tocou forte).
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Abraço fraterno!


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