UncategorizedGarrafas aos Mares: as poéticas emancipatórias da Bahia atravessam territórios e lançam palavras ao mundo

Garrafas aos Mares: as poéticas emancipatórias da Bahia atravessam territórios e lançam palavras ao mundo

Contemplado pelo Edital Circulações Literárias da Bahia – Ano III, da FUNCEB, o poeta Valdeck Almeida de Jesus reúne Pablo Rios, Raimundo Moura e Rita Pinheiro numa travessia literária que aproxima sertão, Recôncavo, territórios insulares e periferias de Salvador. Entre os participantes, dois sócios fundadores do Instituto Casa Amefricana da Poesia – Quilombo da Palavra reafirmam a literatura como expressão das singularidades territoriais e instrumento de emancipação cultural.

Por Bibliosfera Criativa Brasil | Cachoeira, Bahia — novembro de 2026

Há palavras que nascem nas margens e se recusam a obedecer à gramática dos centros. Palavras que não pedem licença para existir, porque trazem consigo a memória dos lugares, os sotaques das comunidades, os saberes ancestrais e as experiências daqueles que aprenderam a ler o mundo antes mesmo de decifrar suas letras.

São palavras que se organizam em sílabas, frases e períodos complexos, muitas vezes sintaticamente insubordinados. Não por desconhecerem a língua, mas porque os territórios possuem sintaxe própria. Sua poesia não cabe inteiramente nas normas de uma cultura que, durante séculos, procurou estabelecer quais vozes mereciam ser ouvidas.

É dessa Bahia plural, territorializada e profundamente amefricana que emerge o projeto Garrafas aos Mares: palavras em movimento, idealizado pelo poeta, jornalista e ativista cultural Valdeck Almeida de Jesus, contemplado pelo Edital Circulações Literárias da Bahia – Ano III, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

Ao lado dos escritores e artistas Pablo Rios, Raimundo Moura e Rita Pinheiro, Valdeck percorre São José do Jacuípe, Cachoeira, Madre de Deus e Salvador, promovendo encontros que articulam poesia, educação, teatro, cinema, oralidade e participação comunitária.

O que se apresenta não é apenas uma circulação de escritores. É uma experiência de reconhecimento das poéticas que emergem dos territórios e que encontram nas políticas culturais possibilidades concretas de organização, expressão e desenvolvimento.

Da América Profunda à Améfrica Literária

O filósofo argentino Rodolfo Kusch, em sua reflexão sobre a América Profunda, propõe um deslocamento fundamental para compreender os modos de existência e pensamento produzidos fora das referências civilizatórias europeias.

Sua provocadora categoria do hedor da América confronta a pretensão de uma modernidade que, em nome da ordem, do progresso e da pulcritude, procurou desqualificar os conhecimentos e as experiências populares, indígenas e mestiças do continente.

O que as perspectivas dominantes frequentemente reconheceram como atraso ou desordem pode revelar, ao contrário, outras racionalidades, formas de pertencimento e possibilidades de organização da vida.

Ler essa América Profunda exige, portanto, uma disposição para reconhecer suas próprias gramáticas culturais.

Na Bahia, essa reflexão encontra uma aproximação fecunda com a categoria de amefricanidade, desenvolvida por Lélia Gonzalez, ao evidenciar as contribuições africanas e indígenas para a constituição histórica, cultural e política das Américas.

Uma grafia amefricana do mundo não significa simplesmente substituir um cânone por outro. Significa reconhecer a legitimidade de diferentes formas de produzir conhecimentos, narrativas e sensibilidades.

Nesse horizonte, as poéticas emancipatórias não são apenas manifestações literárias comprometidas com determinadas questões sociais. Constituem modos de elaboração estética que emergem das experiências territoriais e transformam memória, afeto e pertencimento em possibilidades de expressão e organização cultural.

A literatura deixa de ser compreendida exclusivamente como objeto de contemplação e passa a integrar os processos pelos quais os sujeitos reconhecem sua própria capacidade de interpretar e transformar o mundo.

A Casa Amefricana da Poesia: artistas da palavra e agentes de seus territórios

Valdeck Almeida de Jesus e Pablo Rios são sócios fundadores do Instituto Casa Amefricana da Poesia – Quilombo da Palavra, organização criada em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, em 19 de julho de 2024.

A presença dos dois escritores entre os fundadores revela uma dimensão significativa da instituição: seus integrantes não são apenas artistas da palavra, mas agentes culturais que desenvolvem ações de formação, circulação, produção editorial, articulação comunitária e participação nas políticas públicas.

Valdeck, com sua trajetória na organização de escritores, na democratização da publicação literária e na participação em instâncias de gestão cultural, representa uma experiência de construção coletiva do campo do livro e da leitura.

Autor de 20 livros e participante de aproximadamente 150 antologias, foi o primeiro presidente do Colegiado Setorial de Literatura da Bahia e participou da fundação da União Baiana de Escritores e do Fala Escritor.

Desde 2005, organiza o Prêmio Galinha Pulando de Literatura, responsável por proporcionar oportunidades de publicação a aproximadamente 1.800 poetas brasileiros e estrangeiros.

Sua atuação internacional, especialmente como embaixador do Parlamento Internacional dos Escritores da Colômbia, aproxima sua trajetória das redes de cooperação cultural que vêm sendo construídas entre escritores brasileiros, colombianos e caribenhos.

Pablo Rios, por sua vez, representa a potência intelectual e criativa do sertão baiano.

Natural de Jacobina, residente em São José do Jacuípe desde a infância, mestre em Educação e Diversidade pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), professor, escritor e agente cultural, Pablo exerce atualmente o cargo de secretário municipal de Educação de São José do Jacuípe.

É também um dos idealizadores da FLIZÉ – Festa Literária de São José do Jacuípe, iniciativa que contribui para a valorização da literatura, a formação de leitores e a inserção do município nos circuitos culturais da Bahia.

Sua atuação articula a produção literária, a educação pública, a participação no audiovisual e a gestão institucional, demonstrando que a cultura pode atravessar diferentes dimensões da organização social.

Ao lado de Valdeck, Pablo expressa uma característica fundamental da Casa Amefricana da Poesia: a compreensão de que os territórios não são apenas lugares de origem dos artistas, mas espaços produtores de conhecimentos, políticas e linguagens.

A Casa Amefricana desenvolve ainda intercâmbios com instituições culturais de Cuba e da Colômbia, tendo realizado, em 2024, encontros do projeto Quilombo Amefricano de Literaturas em Havana, Cartagena das Índias e Cachoeira.

Essas experiências contribuem para a constituição de uma bibliosfera transnacional na qual a literatura brasileira, especialmente a produção amefricana, encontra possibilidades de diálogo com outras tradições culturais latino-americanas.

Raimundo Moura: a arte está no centro, mas também nas bordas da cidade

A presença do professor, poeta, ator, dramaturgo e produtor cultural Raimundo Moura amplia o diálogo entre literatura e outras linguagens artísticas.

Licenciado em Teatro e pós-graduado em Arte-Educação pela Universidade Federal da Bahia, Raimundo desenvolve uma trajetória marcada pela circulação das artes cênicas, pela formação cultural e pela valorização dos espaços comunitários.

Sua atuação entre Salvador e Cachoeira evidencia uma compreensão decisiva: a arte não se encontra exclusivamente nos equipamentos culturais centrais, nos palcos institucionalizados ou nos circuitos convencionais de reconhecimento artístico.

A arte também está nas bordas das cidades, nos bairros populares, nas comunidades e nos espaços em que a vida cotidiana produz suas próprias formas de expressão.

Integrante da Cia. Gente de Teatro da Bahia, Raimundo participou de produções cinematográficas como Café com Canela e Na Rédea Curta, além de desenvolver experiências no teatro e na literatura.

Em Cachoeira, sua atuação ganha especial significado pela articulação entre criação artística e formação de públicos.

Idealizador da Mostra Negra de Artes Cênicas, professor de teatro na Casa Preta Hub Cachoeira e fundador do Sarau do Caquende, Raimundo transforma a dramaticidade teatral em instrumento de aproximação entre palavra, corpo e território.

Nas oficinas literárias e nos saraus, a poesia ultrapassa sua dimensão exclusivamente escrita. Torna-se voz, interpretação, gesto e presença.

Essa experiência permite compreender a leitura como prática que também se realiza por meio do corpo, da memória e da oralidade, aproximando as artes cênicas das perspectivas não grafocêntricas de produção e transmissão de conhecimentos.

Em uma cidade como Cachoeira, cuja paisagem cultural reúne manifestações afro-brasileiras, tradições religiosas, produção cinematográfica e experiências artísticas contemporâneas, o trabalho de Raimundo contribui para afirmar a cultura como dimensão constitutiva da vida comunitária.

Rita Pinheiro: oralidade, educação e a palavra que transmite memórias

A escritora, atriz, bonequeira, fotógrafa e griô Rita Pinheiro acrescenta ao projeto a experiência de quem reconhece a educação e a oralidade como dimensões inseparáveis da criação cultural.

Com 26 anos de atuação na rede pública de ensino, Rita desenvolveu uma trajetória que articula literatura, teatro de bonecos, produção audiovisual e práticas comunitárias.

Diretora Social do Grupo de Ação Cultural da Bahia (GACBA), participa de iniciativas voltadas à valorização das experiências culturais e à ampliação da acessibilidade artística.

Sua atuação como griô evidencia que a transmissão de conhecimentos não se restringe à escrita.

A memória, a voz, os gestos, as narrativas familiares e as experiências compartilhadas entre gerações constituem formas legítimas de produção cultural.

Na perspectiva da literatura-terreiro, essa dimensão adquire especial importância, pois reconhece a palavra como acontecimento, relação e presença.

Rita representa, assim, uma dimensão pedagógica das poéticas emancipatórias: aquela que transforma a experiência vivida em narrativa e faz da narrativa uma possibilidade de reconhecimento coletivo.

A Bahia dos Territórios de Identidade: cultura como abraço, não como camisa de força

A circulação de Garrafas aos Mares permite observar uma transformação importante na compreensão das políticas culturais baianas.

A Bahia adotou, a partir de 2007, a organização territorial como referência para o planejamento e a implementação de políticas públicas, reconhecendo atualmente 27 Territórios de Identidade.

Essa perspectiva considera que a diversidade cultural do estado não pode ser adequadamente compreendida apenas por divisões administrativas ou pela concentração das atividades na capital.

Os territórios possuem histórias, experiências econômicas, relações sociais, manifestações culturais e formas de pertencimento que precisam ser reconhecidas na formulação das políticas públicas.

No campo da cultura, essa compreensão contribuiu para a construção de instrumentos de fomento e participação capazes de ampliar o acesso de artistas, produtores e organizações culturais aos recursos públicos.

A Política Nacional Aldir Blanc e os editais estaduais de fomento às artes integram esse processo de institucionalização da cultura como direito.

A chamada pública, nesse contexto, representa um instrumento importante de democratização das oportunidades, ao estabelecer procedimentos de seleção, critérios públicos e possibilidades de participação para agentes culturais de diferentes regiões.

Isso não elimina os desafios da distribuição de recursos, da burocracia ou das desigualdades territoriais. Mas permite reconhecer uma mudança de perspectiva: o acesso ao financiamento cultural não deve depender exclusivamente de relações pessoais, proximidades institucionais ou mecanismos discricionários de favorecimento.

Trata-se de substituir a lógica do balcão pela afirmação do direito público à cultura.

Também significa superar uma imagem universalizante da baianidade, frequentemente associada à representação comunicacional de determinados símbolos culturais, para reconhecer a existência de muitas Bahias.

A Bahia sertaneja, a Bahia do Recôncavo, a Bahia das águas, das periferias metropolitanas, das comunidades quilombolas, indígenas e dos diferentes territórios culturais não constituem expressões secundárias de uma identidade central.

São experiências que produzem, cada uma a seu modo, sentidos próprios de pertencimento.

A centralidade da política cultural, portanto, não deve funcionar como uma camisa de força que uniformiza essas experiências.

Sua tarefa é construir um abraço institucional capaz de acolher a diversidade sem eliminar as singularidades.

Criatividade, emancipação e desenvolvimento cultural

Essa perspectiva encontra ressonância nas reflexões do economista brasileiro Celso Furtado, especialmente em sua compreensão da criatividade como dimensão fundamental do desenvolvimento e da superação das relações de dependência cultural.

O desenvolvimento não pode ser reduzido ao crescimento econômico ou à ampliação da capacidade de consumo. Exige o reconhecimento das potencialidades criativas das sociedades e de sua capacidade de formular projetos próprios de futuro.

A pesquisadora Claudia Leitão, em Criatividade e emancipação nas comunidades-rede: contribuições para uma economia criativa brasileira, retoma e amplia esse horizonte, aproximando economia criativa, diversidade cultural, sustentabilidade e emancipação.

Nessa perspectiva, a criatividade não deve ser compreendida apenas como recurso econômico a ser explorado, mas como potência social capaz de fortalecer comunidades, produzir vínculos e contribuir para formas mais inclusivas de desenvolvimento.

A cultura é, portanto, também um meio.

Um meio de produzir relações, conhecimentos, oportunidades, circulação econômica e possibilidades de participação social.

Quando uma política cultural financia a circulação de escritores entre diferentes municípios, seus efeitos podem alcançar a produção editorial, os serviços culturais, os espaços de hospedagem, a alimentação, os transportes, os equipamentos públicos e as redes locais de trabalho.

Mas sua dimensão emancipatória não se esgota nesses efeitos econômicos.

Ela se realiza também quando um estudante encontra um escritor de seu território, quando uma biblioteca recebe novos livros, quando uma comunidade reconhece suas narrativas como literatura e quando um artista encontra condições para transformar sua experiência criativa em trabalho cultural.

Fazer a economia circular emancipatoriamente significa reconhecer que o desenvolvimento cultural deve produzir não apenas renda, mas também autonomia, pertencimento, reconhecimento e participação.

Poéticas emancipatórias: a sintaxe insubordinada dos territórios

É nesse encontro entre criação, política cultural e territorialidade que a noção de poéticas emancipatórias adquire especial força interpretativa.

As poéticas emancipatórias emergem das experiências concretas dos sujeitos e de seus territórios, transformando afeto, memória e pertencimento em criação artística e possibilidades de organização cultural.

Não se trata de uma estética única, de um programa literário fechado ou de uma linguagem que pretenda representar universalmente as experiências populares.

Ao contrário, sua potência está precisamente na pluralidade.

Cada território possui sua sintaxe, suas pausas, seus ritmos, suas formas de narrar e interpretar o mundo.

A poesia que nasce dessas experiências pode produzir orações sintaticamente insubordinadas porque não aceita que uma única gramática cultural determine os limites da expressão humana.

Em Valdeck Almeida de Jesus, essa dimensão se manifesta na construção de redes de publicação, circulação e intercâmbio literário.

Em Pablo Rios, encontra expressão na articulação entre literatura sertaneja, educação pública e organização das políticas culturais municipais.

Em Raimundo Moura, revela-se na dramaticidade da palavra, no teatro comunitário e na circulação das artes pelas centralidades e bordas urbanas.

Em Rita Pinheiro, manifesta-se na oralidade, na memória e na transmissão de saberes que reconhecem o corpo e a experiência como territórios de leitura.

São poéticas distintas, atravessadas por experiências próprias, mas que compartilham uma possibilidade comum: transformar a criação artística em força de reconhecimento e participação cultural.

Garrafas aos Mares: quatro encontros, muitas geografias

A programação contempla encontros gratuitos em quatro municípios baianos.

São José do Jacuípe — 5 de novembro, às 10h. Valdeck Almeida de Jesus encontra Pablo Rios durante a FLIZÉ – Festa Literária de São José do Jacuípe, na Câmara Municipal.

Cachoeira — 6 de novembro, às 16h. A circulação integra a programação da FLICA – Festa Literária Internacional de Cachoeira, com participação de Raimundo Moura, no Pouso das Artes Cachoeira.

Madre de Deus — 13 de novembro, às 19h. O encontro reúne Valdeck e Rita Pinheiro no Colégio Estadual Professor Antônio Balbino.

Salvador — 12 de dezembro, às 14h. O encerramento acontece na Biblioteca Social Afro-Indígena Meninas do Subúrbio, reunindo os quatro participantes em uma programação de literatura, performance e confraternização.

Além das leituras e rodas de conversa, o projeto prevê distribuição gratuita de livros, entrega de garrafinhas contendo poemas e doação de obras a bibliotecas das cidades visitadas.

Uma grafia amefricana para uma Bahia de muitas vozes

Ao lançar suas garrafas aos mares, Valdeck Almeida de Jesus e seus convidados participam de um movimento que ultrapassa a circulação material de poemas.

Suas trajetórias revelam uma Bahia que se reconhece em suas diferenças e que encontra nas políticas culturais instrumentos para transformar a diversidade em possibilidades concretas de criação, trabalho e participação.

A presença de Valdeck e Pablo Rios, sócios fundadores do Instituto Casa Amefricana da Poesia – Quilombo da Palavra, acrescenta a esse movimento a perspectiva de uma literatura brasileira em diálogo com a Colômbia, o Caribe e as experiências culturais de Nuestra Améfrica.

Da América Profunda de Rodolfo Kusch à amefricanidade de Lélia Gonzalez, das reflexões de Celso Furtado sobre criatividade e desenvolvimento às contribuições contemporâneas de Claudia Leitão sobre economia criativa e emancipação, emerge uma questão fundamental: como construir políticas culturais capazes de reconhecer os territórios como sujeitos de sua própria história?

A experiência de Garrafas aos Mares oferece uma resposta situada, ainda que necessariamente parcial.

A cultura não precisa ser conduzida de um centro que tudo determina. Precisa encontrar condições para florescer onde a vida acontece.

Nos sertões, nas cidades históricas, nas ilhas, nas periferias, nas escolas e nas bibliotecas comunitárias.

Onde houver uma voz capaz de transformar experiência em palavra, haverá também a possibilidade de uma poética emancipatória.

E talvez seja essa a maior potência de uma garrafa lançada ao mar: não transportar uma mensagem definitiva, mas abrir caminhos para que outras palavras, outras sintaxes e outros mundos possam se encontrar.


Garrafas aos Mares: palavras em movimento é um projeto contemplado pelo Edital Circulações Literárias da Bahia – Ano III, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e execução do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

Portuário Atelier Editorial — Cachoeira, Bahia.

Comentário

  • Valdeck almeida de jesus

    Eta maravilha. com a costumeira sensibilidade e parceria de primeira, joão vanderlei de moraes filhos nos brinda, aos quatro poetas valdeck almeida de jesus, rita pinheiro, raimundo moura e pablo rios, este texto pérola lindo. gratidão em nome do coletivo, em nome da poesia amefricana.

  • Valdeck almeida de jesus

    Bravo! Bravo! Belíssimo texto! Parabéns 👏

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